segunda-feira, 24 de novembro de 2014
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
terça-feira, 14 de outubro de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
domingo, 28 de setembro de 2014
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
domingo, 3 de agosto de 2014
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
de ARTUR CRUZEIRO SEIXAS
[O PARTO DE UMA PEDRA]
O parto de uma pedra
é realmente um espectáculo
para uma vida inteira.
E há ainda o sol
e a sua vergonhosa incompatibilidade
com a lua.
Mas hoje estou triste como se fosse poeta
e é à sombra do vento que me acolho
puxando para os ombros
a nudez da paisagem.
Vêm os violinos
de muito longe
ouvir a neve.
O parto de uma pedra
é realmente um espectáculo
para uma vida inteira.
E há ainda o sol
e a sua vergonhosa incompatibilidade
com a lua.
Mas hoje estou triste como se fosse poeta
e é à sombra do vento que me acolho
puxando para os ombros
a nudez da paisagem.
Vêm os violinos
de muito longe
ouvir a neve.
Poemas portugueses [de Eu falo em chamas], org. Jorge Reis-Sá e Rui Lage, Porto Editora, Porto, 2009.
sábado, 19 de julho de 2014
sexta-feira, 18 de julho de 2014
NÃO ME INTERESSA CONHECER O B.I. DO MÍSSIL
Olhando para o céu
Olho todos os dias para o céu, mas hoje lembro-me que num bocado do céu igual a este, onde dançam andorinhas e leio as nuvens, lá longe um avião com cerca de 300 pessoas foi abatido ontem, dizem que por um míssil. Todos morreram.
Alguém que resolveu naquele preciso momento fazer cair aquele avião só porque considerava um espaço aéreo interdito. Alguém com um desprezo total pela vida humana que preferiu cumprir uma ordem ou executar uma ideia, algum príncipe William a jogar jogos de computador e/ou à guerra.
Alguém que se esconde e que não dá a cara.
Não quero saber quem destruiu o avião, quem matou toda aquela gente e se foi por engano ou não, o que me interessa é que foi uma pessoa que o fez e possivelmente outros o mandaram, o que me interessa saber é porque há mísseis para atingir aviões onde vão pessoas.
A natureza das coisas é triste e muito obscura.
Século XXI e tantos arqueológicos sentimentos.
O mundo é um lugar perigoso e imprevisível já o sabíamos, mas todos os dias parece ser mais.
O executante e os mandantes possivelmente dormiram esta noite e hoje comeram normalmente, porque 'cumpriram a missão'.
E tudo passa adiante.
Destila-se a fúria.
Separa-se a tristeza e volta tudo à temperatura do silêncio.
Não nos podemos esconder fora do mundo com vergonha dos actos que cometem os da nossa espécie.
Hoje o mundo continua, tudo volta à normalidade anormal e eu tapo a cara com as mãos.
Não entendo.
Quando era pequena não entendia a sabedoria, a ciência, a descoberta.
Hoje não entendo a maldade. Já me explicaram, cientificamente, mas continuo sem entender.
Olho todos os dias para o céu, mas hoje lembro-me que num bocado do céu igual a este, onde dançam andorinhas e leio as nuvens, lá longe um avião com cerca de 300 pessoas foi abatido ontem, dizem que por um míssil. Todos morreram.
Alguém que resolveu naquele preciso momento fazer cair aquele avião só porque considerava um espaço aéreo interdito. Alguém com um desprezo total pela vida humana que preferiu cumprir uma ordem ou executar uma ideia, algum príncipe William a jogar jogos de computador e/ou à guerra.
Alguém que se esconde e que não dá a cara.
Não quero saber quem destruiu o avião, quem matou toda aquela gente e se foi por engano ou não, o que me interessa é que foi uma pessoa que o fez e possivelmente outros o mandaram, o que me interessa saber é porque há mísseis para atingir aviões onde vão pessoas.
A natureza das coisas é triste e muito obscura.
Século XXI e tantos arqueológicos sentimentos.
O mundo é um lugar perigoso e imprevisível já o sabíamos, mas todos os dias parece ser mais.
O executante e os mandantes possivelmente dormiram esta noite e hoje comeram normalmente, porque 'cumpriram a missão'.
E tudo passa adiante.
Destila-se a fúria.
Separa-se a tristeza e volta tudo à temperatura do silêncio.
Não nos podemos esconder fora do mundo com vergonha dos actos que cometem os da nossa espécie.
Hoje o mundo continua, tudo volta à normalidade anormal e eu tapo a cara com as mãos.
Não entendo.
Quando era pequena não entendia a sabedoria, a ciência, a descoberta.
Hoje não entendo a maldade. Já me explicaram, cientificamente, mas continuo sem entender.
MÍSSEIS
O míssil é disparado de um lançador instalado num caminhão blindado com esteiras. O lançador trabalha em conjunto com um radar que localiza o alvo. O sistema todo pode ser montado ou desmontado em apenas 5 minutos.
Uma vez acionado, leva 22 segundos para localizar o alvo e enviar um ou mais mísseis.
Uma das mais comuns tem 5,5 metros de comprimento e pesa 690 kg. Tem alcance de mais de 20 quilômetros e consegue derrubar até mísseis de cruzeiro em pleno voo. Sua velocidade é de 4.300 km/h, ou 3,5 vezes a velocidade do som.
O míssil conta com seu próprio radar para navegar até o alvo. Ao atingi-lo, ele detona uma carga de 70 kg de explosivos.
Como frequentemente acontece com armas bem sucedidas, o Buk já foi copiado por outros países. China e Irã possuem equipamentos similares. Além disso, a Rússia já vendeu esse armamento para uma dezena de países, incluindo a Ucrânia.
Uma vez acionado, leva 22 segundos para localizar o alvo e enviar um ou mais mísseis.
Uma das mais comuns tem 5,5 metros de comprimento e pesa 690 kg. Tem alcance de mais de 20 quilômetros e consegue derrubar até mísseis de cruzeiro em pleno voo. Sua velocidade é de 4.300 km/h, ou 3,5 vezes a velocidade do som.
O míssil conta com seu próprio radar para navegar até o alvo. Ao atingi-lo, ele detona uma carga de 70 kg de explosivos.
Como frequentemente acontece com armas bem sucedidas, o Buk já foi copiado por outros países. China e Irã possuem equipamentos similares. Além disso, a Rússia já vendeu esse armamento para uma dezena de países, incluindo a Ucrânia.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
sábado, 26 de abril de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
terça-feira, 22 de abril de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
ANTÓNIO RAMOS ROSA
O único sabor
António Ramos Rosa
a Manuel Pinto
Sabor, sabor oculto,
submerso,
sabor adormecido, ó rosas, ó antes, primaveras,
sabor só abruptamente surto
na queda do sono, no fulgor de um relâmpago,
surto, submerso,
ó sabor antes da consciência, antes de tudo,
ó sabor só nascido sobre a paz última de tudo para além de tudo,
sabor da terra ainda antes dos olhos,
sabor a nascer, sabor-desejo, antes do beijo, sabor de beijo,
sabor mais lento, mais fundo, mais de dentro,
sabor a marulhar, cálido, denso, como a cor,
sabor de estar, sabor de ser,
ó tranquila degustação sem mandíbulas,
sabor de dentro como de um cheiro imemorial presente,
ó colinas esparsas, ó veios de águas sussurrantes,
somente ouvidos, nem sequer ouvidos, mas presentes, esparsos,
ó presença da terra nas pálpebras, num sabor acre da garganta,
ó estrelas, ó verdadeiras estrelas da infância,
ó sabor do escuro, do ventre, da espessura da noite,
ó profundo sono de raízes,
ó água bebida ao rés da terra, ó sono da vida,
ó som de bichos, de tudo e nada, num só obscuro silêncio,
ó terra junto a mim, ó grande e estranha terra,
ó perdida proximidade, ó perdida longinquidade,
ó enorme som de búzio do mar,
ó tranquilos jardins, ó sabor de cansaço,
ó sabor antes de mim,
ó quando eu não sabia e tudo em mim sabia,
ó noite, ó espessura, ó outra vez a noite,
outra vez esse sabor submerso, esse sabor do fundo,
esse sabor bem longe, esse sabor total,
esse sabor onde eu sinto a terra num só gosto,
esse sabor original, fonte de todo o sabor,
surto submerso,
ó único sabor.
|
António Ramos Rosa
terça-feira, 1 de abril de 2014
ÁLVARO MAGALHÃES
ÁLVARO MAGALHÃES
14 de Março de 1951
QUANDO FOR GRANDE QUERO SER UM BRINCADOR
em “O Brincador”
Quando for grande quero ser um brincador.
Ficam, portanto, a saber:
não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor....
Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer.
Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador,
muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador
e também imaginar, como imagina um imaginador…
A minha mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida.
E depois acrescenta, a suspirar: ” é assim a vida “.
Custa tanto acreditar!
Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes,
mas já não podem brincar.
A vida é assim?
Não para mim.
Quando for grande, quero ser brincador.
Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta.
Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar depois de morta.
Na minha sepultura, vão escrever:
” Aqui jaz um brincador. Era um homem simples e dedicado, muito dado, que se levantava cedo todas as manhãs, para ir brincar com as palavras
14 de Março de 1951
QUANDO FOR GRANDE QUERO SER UM BRINCADOR
em “O Brincador”
Quando for grande quero ser um brincador.
Ficam, portanto, a saber:
não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor....
Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer.
Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador,
muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador
e também imaginar, como imagina um imaginador…
A minha mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida.
E depois acrescenta, a suspirar: ” é assim a vida “.
Custa tanto acreditar!
Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes,
mas já não podem brincar.
A vida é assim?
Não para mim.
Quando for grande, quero ser brincador.
Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta.
Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar depois de morta.
Na minha sepultura, vão escrever:
” Aqui jaz um brincador. Era um homem simples e dedicado, muito dado, que se levantava cedo todas as manhãs, para ir brincar com as palavras
segunda-feira, 31 de março de 2014
sexta-feira, 28 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
domingo, 23 de março de 2014
sábado, 22 de março de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
quarta-feira, 12 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
TEMPO DE GUERRA
Em tempo de guerra não se limpam armas, sempre ouvi dizer.
Estamos em guerra, em guerra financeira.
Estes vampiros nacionais e estrangeiros assenhorearam-se do nosso país. São vorazes.
Não devíamos estar à espera de copilotos, sejam eles Deus ou mesmo uma pessoa, um chefe.
Os adversários são mais que muitos e deixaram de ter qualquer tipo de pudor.
Arrepia-me a pele toda, como se corresse um cubo de gelo de ponta a ponta, o que os milionários dizem sobre as pessoas que empregam e exploram miseravelmente.
Somos distratados, injuriados, vilipendiados.
O futuro já não existe, só o presente.
Tem que se lutar pelo futuro.
Todos aqueles que querem um futuro deviam estar juntos, mas não estão e eles vencem.
Estamos em guerra, em guerra financeira.
Estes vampiros nacionais e estrangeiros assenhorearam-se do nosso país. São vorazes.
Não devíamos estar à espera de copilotos, sejam eles Deus ou mesmo uma pessoa, um chefe.
Os adversários são mais que muitos e deixaram de ter qualquer tipo de pudor.
Arrepia-me a pele toda, como se corresse um cubo de gelo de ponta a ponta, o que os milionários dizem sobre as pessoas que empregam e exploram miseravelmente.
Somos distratados, injuriados, vilipendiados.
O futuro já não existe, só o presente.
Tem que se lutar pelo futuro.
Todos aqueles que querem um futuro deviam estar juntos, mas não estão e eles vencem.
terça-feira, 4 de março de 2014
UM POEMA DE LUISA DACOSTA
Se eu...-
Se eu tivesse um carro
havia de conhecer
toda a terra.
Se eu tivesse um barco
havia de conhecer
todo o mar.
Se eu tivesse um avião
havia de conhecer
todo o céu.
Tens duas pernas
e ainda não conheces
a gente da tua rua.
Luísa Dacosta
domingo, 2 de março de 2014
sábado, 1 de março de 2014
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
O QUE NOS FAZ HUMILDES
É este poder e capacidade de sabermos que muito pouco sabemos.
Depois de lermos e vivermos muita vida, de esquecermos muita coisa, depois de nos desapossarmos de muitos afectos e sofrermos muitas separações, depois de nos olharmos nos olhos e nos torcermos as rédeas.
Depois de enxotarmos todas as traças e ficarmos aliviados, ficamos com uma fresta do cérebro para sermos nós.
Quando nos separamos de todos os grandes e pequenos apontamentos, mesmo sem conformidade filosófica ou resignação cristã ficamos nós, sós, subitamente com o espírito, depois da consciência nos dar um grande repelão.
Depois de lermos e vivermos muita vida, de esquecermos muita coisa, depois de nos desapossarmos de muitos afectos e sofrermos muitas separações, depois de nos olharmos nos olhos e nos torcermos as rédeas.
Depois de enxotarmos todas as traças e ficarmos aliviados, ficamos com uma fresta do cérebro para sermos nós.
Quando nos separamos de todos os grandes e pequenos apontamentos, mesmo sem conformidade filosófica ou resignação cristã ficamos nós, sós, subitamente com o espírito, depois da consciência nos dar um grande repelão.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
sábado, 1 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
SE HÓMUNCULOS NÃO SÃO...
Ninguém que está sujeito à sua acção deixa de notar perturbações de crescimento.
Têm um apetite enorme pelo poder, uma incapacidade para manter um raciocínio mais complicado e um carácter que incha sempre que conseguem concretizar alguma maldade.
Gostam de se manter em palco.
Foram ensinados a não terem sentimentos nenhuns por serviçais.
As palavras neles perderam o corpo, perderam o rosto das coisas nomeadas.
São filhos de gente que andava mal servida de sucessos.
Criaturas que nem a viagem de fim da juventude consegue fazer.
São medíocres, gostam de deixar as impressões digitais em todos os seus crimes.
Prisioneiros de colarinhos com mofo, cheios de sentido nenhum, são ruídos mal acabados.
A existência só é permitida porque têm terra que lhes dá sustento, podendo existir e proliferar.
Preferem os sentimentos de futuro regressivo aos sentimentos de nostalgia bucólica.
Amarram palavras e pessoas para só eles adentrarem, só eles usufruírem de privilégios.
Atacam sempre.
Esta gente impreparada é má, a nível do pensamento e do carácter.
Não param nunca, a não ser que se lhes ponha freios.
São seres cruéis e impiedosos que visam apenas acabar com a existência da tal classe média que eles tanto odeiam por dela serem provenientes.
Nem o pão nosso de cada dia da fantasia colectiva querem que nos reste.
São cobardes eles e nós que os não abatemos.
Têm um apetite enorme pelo poder, uma incapacidade para manter um raciocínio mais complicado e um carácter que incha sempre que conseguem concretizar alguma maldade.
Gostam de se manter em palco.
Foram ensinados a não terem sentimentos nenhuns por serviçais.
As palavras neles perderam o corpo, perderam o rosto das coisas nomeadas.
São filhos de gente que andava mal servida de sucessos.
Criaturas que nem a viagem de fim da juventude consegue fazer.
São medíocres, gostam de deixar as impressões digitais em todos os seus crimes.
Prisioneiros de colarinhos com mofo, cheios de sentido nenhum, são ruídos mal acabados.
A existência só é permitida porque têm terra que lhes dá sustento, podendo existir e proliferar.
Preferem os sentimentos de futuro regressivo aos sentimentos de nostalgia bucólica.
Amarram palavras e pessoas para só eles adentrarem, só eles usufruírem de privilégios.
Atacam sempre.
Esta gente impreparada é má, a nível do pensamento e do carácter.
Não param nunca, a não ser que se lhes ponha freios.
São seres cruéis e impiedosos que visam apenas acabar com a existência da tal classe média que eles tanto odeiam por dela serem provenientes.
Nem o pão nosso de cada dia da fantasia colectiva querem que nos reste.
São cobardes eles e nós que os não abatemos.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
BANDIDOS
Há muito bandido por aí. Arrogantes são.
Normalmente fazem poucas perguntas, quando as fazem é para se inteirarem das linhas com que nos vão cozer.
Há pessoas que são muito, muito tristes e tornam-se bandidos(as).
Há muitos bandidos que não sabem que são bandidos, mas há outros que sabem muito bem.
Há pessoas que enquanto lavam e secam as mãos afastam a tristeza, outros pensam em como vão lixar o outro. Sentem-se triunfadores por fazer o mal.
Não fazem pactos com a monotonia, obstinam-se com o mal.
Excitam-se desafiando alguém. Julgam-se acima dos outros.
Desconheço se exercem estes "dotes" para se integrarem na comunidade das almas contemporâneas.
Preenchem corpo e alma com estas inclinações de banditagem.
De alguma maneira, parecem carregar ódios antigos e activos aos quais não permitem dar descanso.
Alguns que em vez de doentes mentais, são bandidos. Parece só assim fazerem o verdadeiro equilíbrio dos impulsos com as repressões de maneira a não criar um foco de doença mental. Chegam a dar a sensação que há um conflito entre emoções conscientes e inconscientes.
Têm desejos de bandidos como de sonhos se tratasse. Há qualquer coisa de estudo no seu porte e nas suas palavras.
Não se importam de perder a alma, porque não acreditam nela.
Normalmente fazem poucas perguntas, quando as fazem é para se inteirarem das linhas com que nos vão cozer.
Há pessoas que são muito, muito tristes e tornam-se bandidos(as).
Há muitos bandidos que não sabem que são bandidos, mas há outros que sabem muito bem.
Há pessoas que enquanto lavam e secam as mãos afastam a tristeza, outros pensam em como vão lixar o outro. Sentem-se triunfadores por fazer o mal.
Não fazem pactos com a monotonia, obstinam-se com o mal.
Excitam-se desafiando alguém. Julgam-se acima dos outros.
Desconheço se exercem estes "dotes" para se integrarem na comunidade das almas contemporâneas.
Preenchem corpo e alma com estas inclinações de banditagem.
De alguma maneira, parecem carregar ódios antigos e activos aos quais não permitem dar descanso.
Alguns que em vez de doentes mentais, são bandidos. Parece só assim fazerem o verdadeiro equilíbrio dos impulsos com as repressões de maneira a não criar um foco de doença mental. Chegam a dar a sensação que há um conflito entre emoções conscientes e inconscientes.
Têm desejos de bandidos como de sonhos se tratasse. Há qualquer coisa de estudo no seu porte e nas suas palavras.
Não se importam de perder a alma, porque não acreditam nela.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
SE
Se não fosse como sou seria feliz ou aquilo a que se chama ser feliz
Se não sofresse com a injustiça
Se o mundo não me magoasse de forma violenta
Se a "crise" não tivesse atingido também a família
Se não percebesse tão bem o que me rodeia
Se não visse os portugueses a serem pobres de espírito
Se não visse o meu país tão mal governando, tão a saque
Se a sociedade não me ingurgitasse
Se os dias não estivessem a ser uma grande pausa branca
Se não fossemos nós que amassássemos as uvas e os outros que bebessem o vinho.
Se não soubesse distinguir entre rochas dinaussauricas e pessoas dinaussauricas.
Se não tivesse razão antes do tempo
Se a curva dos anos não tirasse o castelo do alto e não tivesse roubado as ameias, como duma exclusão de paisagem se tratasse
Se o sol não tivesse descido tão a pino para dizer adeus a gente que eu amava.
SE, Se, se...
Assim, sou o que sou, mas feliz não sou.
Se não sofresse com a injustiça
Se o mundo não me magoasse de forma violenta
Se a "crise" não tivesse atingido também a família
Se não percebesse tão bem o que me rodeia
Se não visse os portugueses a serem pobres de espírito
Se não visse o meu país tão mal governando, tão a saque
Se a sociedade não me ingurgitasse
Se os dias não estivessem a ser uma grande pausa branca
Se não fossemos nós que amassássemos as uvas e os outros que bebessem o vinho.
Se não soubesse distinguir entre rochas dinaussauricas e pessoas dinaussauricas.
Se não tivesse razão antes do tempo
Se a curva dos anos não tirasse o castelo do alto e não tivesse roubado as ameias, como duma exclusão de paisagem se tratasse
Se o sol não tivesse descido tão a pino para dizer adeus a gente que eu amava.
SE, Se, se...
Assim, sou o que sou, mas feliz não sou.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
CHOVEM CHUVAS COMPRIDAS
Quero atravessar invólucros.
Estilhaçar momentos.
Viver mais tempo em sonho.
Nem sempre estou no mesmo comprimento de onda.
Vezes há que me fico
pelo pensamento e imaginação.
Não sei se é a minha maneira de ser feliz.
A vida aleija-nos
e adoça-nos
algumas vezes
Estilhaçar momentos.
Viver mais tempo em sonho.
Nem sempre estou no mesmo comprimento de onda.
Vezes há que me fico
pelo pensamento e imaginação.
Não sei se é a minha maneira de ser feliz.
A vida aleija-nos
e adoça-nos
algumas vezes
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
TODA A GENTE SABE TUDO
As biologias coreografam todas as danças.
Parece-me tudo inchado nas suas próprias epopeias mas também há pessoas que parece que nasceram na meia idade e com entradas na testa.
Alguns sabem tanto, tanto que parecem traças dos livros e tal como elas abrem túneis por entre as páginas, escavando arbitrariamente, de espécie em espécie, transformando informação em pó e nada, ou de outra maneira dito, em renda amarela.
Há pessoas que quando falam e porque falam de tudo com igual empenho que quando as ouço e em substituição para não lhes bater, amasso o miolo do pão quando o tenho por perto para não assassinar as cadeiras ou outros objectos que se encontrem pelo caminho.
Os que julgam que sabem tudo, têm dificuldade em se calar, ouvem pouco e falam muito.
São impacientes e o pouco que sabem tem que sair tudo duma vez, normalmente lido ou ouvido em qualquer lado sem mais nenhuma investigação sobre a matéria.
Parece-me tudo inchado nas suas próprias epopeias mas também há pessoas que parece que nasceram na meia idade e com entradas na testa.
Alguns sabem tanto, tanto que parecem traças dos livros e tal como elas abrem túneis por entre as páginas, escavando arbitrariamente, de espécie em espécie, transformando informação em pó e nada, ou de outra maneira dito, em renda amarela.
Há pessoas que quando falam e porque falam de tudo com igual empenho que quando as ouço e em substituição para não lhes bater, amasso o miolo do pão quando o tenho por perto para não assassinar as cadeiras ou outros objectos que se encontrem pelo caminho.
Os que julgam que sabem tudo, têm dificuldade em se calar, ouvem pouco e falam muito.
São impacientes e o pouco que sabem tem que sair tudo duma vez, normalmente lido ou ouvido em qualquer lado sem mais nenhuma investigação sobre a matéria.
domingo, 26 de janeiro de 2014
ABANDONAMOS UMAS(UNS), FICAMOS COM OUTRAS/0UTROS
Como comunicamos com o mundo?
O vento às vezes comunica com o mundo através das janelas sem cortinas e nós?
Há pessoas que desaparecem das nossas vidas como vaga-lumes, apenas desapareceram.
Se quisermos por ventura reconstituir esses instantes é-nos difícil, senão até impossível.
Não é fácil voltarmos à superfície das relações e das memórias que se espalham.
A maioria das vezes gostamos de quem não gosta de nós e o contrário também é verdade.
A nossa necessidade de ser feliz não tem uma correlação directa com nos aproximarmos de quem gosta de nós.
Gostamos de ser amados por quem amamos e amar quem nos ama é bem mais difícil.
Subitamente como veias que começam a latejar passamos a viver na realidade.
Ignoramos os motivos porque gostamos mais de uns do que outros.
Às vezes dum momento para o outro, botamos tudo a perder, dá-nos na veneta, expressão usada pela minha avó, e pronto.
A maioria das vezes nem sabemos o que nos leva a separar e pensamos ser uma mudança de costumes.
Outras vezes afastamos as pessoas que mais de nós gostam, em crises de mau-humor.
Há uma espécie de desassossego.
Não quero falar do ideal do Eu e de outros psicologismos, nem de estilos, nem de culturas ou de afectos inactivos que dominam a vida de maneira extrordinariamente criadora.
A debulha destes processos é sempre uma perda de tempo já que ninguém conseguiu explicar o Amor.
O vento às vezes comunica com o mundo através das janelas sem cortinas e nós?
Há pessoas que desaparecem das nossas vidas como vaga-lumes, apenas desapareceram.
Se quisermos por ventura reconstituir esses instantes é-nos difícil, senão até impossível.
Não é fácil voltarmos à superfície das relações e das memórias que se espalham.
A maioria das vezes gostamos de quem não gosta de nós e o contrário também é verdade.
A nossa necessidade de ser feliz não tem uma correlação directa com nos aproximarmos de quem gosta de nós.
Gostamos de ser amados por quem amamos e amar quem nos ama é bem mais difícil.
Subitamente como veias que começam a latejar passamos a viver na realidade.
Ignoramos os motivos porque gostamos mais de uns do que outros.
Às vezes dum momento para o outro, botamos tudo a perder, dá-nos na veneta, expressão usada pela minha avó, e pronto.
A maioria das vezes nem sabemos o que nos leva a separar e pensamos ser uma mudança de costumes.
Outras vezes afastamos as pessoas que mais de nós gostam, em crises de mau-humor.
Há uma espécie de desassossego.
Não quero falar do ideal do Eu e de outros psicologismos, nem de estilos, nem de culturas ou de afectos inactivos que dominam a vida de maneira extrordinariamente criadora.
A debulha destes processos é sempre uma perda de tempo já que ninguém conseguiu explicar o Amor.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
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