Ninguém que está sujeito à sua acção deixa de notar perturbações de crescimento.
Têm um apetite enorme pelo poder, uma incapacidade para manter um raciocínio mais complicado e um carácter que incha sempre que conseguem concretizar alguma maldade.
Gostam de se manter em palco.
Foram ensinados a não terem sentimentos nenhuns por serviçais.
As palavras neles perderam o corpo, perderam o rosto das coisas nomeadas.
São filhos de gente que andava mal servida de sucessos.
Criaturas que nem a viagem de fim da juventude consegue fazer.
São medíocres, gostam de deixar as impressões digitais em todos os seus crimes.
Prisioneiros de colarinhos com mofo, cheios de sentido nenhum, são ruídos mal acabados.
A existência só é permitida porque têm terra que lhes dá sustento, podendo existir e proliferar.
Preferem os sentimentos de futuro regressivo aos sentimentos de nostalgia bucólica.
Amarram palavras e pessoas para só eles adentrarem, só eles usufruírem de privilégios.
Atacam sempre.
Esta gente impreparada é má, a nível do pensamento e do carácter.
Não param nunca, a não ser que se lhes ponha freios.
São seres cruéis e impiedosos que visam apenas acabar com a existência da tal classe média que eles tanto odeiam por dela serem provenientes.
Nem o pão nosso de cada dia da fantasia colectiva querem que nos reste.
São cobardes eles e nós que os não abatemos.
Aparentemente vivem o seu ciclo. Aparentemente.
ResponderEliminar"O pão nosso de cada dia da fantasia colectiva" deve ter ficado enterrado no nosso passado entre naus e armaduras...
ResponderEliminarBeijo e uma semana boa