Ninguém que está sujeito à sua acção deixa de notar perturbações de crescimento.
Têm um apetite enorme pelo poder, uma incapacidade para manter um raciocínio mais complicado e um carácter que incha sempre que conseguem concretizar alguma maldade.
Gostam de se manter em palco.
Foram ensinados a não terem sentimentos nenhuns por serviçais.
As palavras neles perderam o corpo, perderam o rosto das coisas nomeadas.
São filhos de gente que andava mal servida de sucessos.
Criaturas que nem a viagem de fim da juventude consegue fazer.
São medíocres, gostam de deixar as impressões digitais em todos os seus crimes.
Prisioneiros de colarinhos com mofo, cheios de sentido nenhum, são ruídos mal acabados.
A existência só é permitida porque têm terra que lhes dá sustento, podendo existir e proliferar.
Preferem os sentimentos de futuro regressivo aos sentimentos de nostalgia bucólica.
Amarram palavras e pessoas para só eles adentrarem, só eles usufruírem de privilégios.
Atacam sempre.
Esta gente impreparada é má, a nível do pensamento e do carácter.
Não param nunca, a não ser que se lhes ponha freios.
São seres cruéis e impiedosos que visam apenas acabar com a existência da tal classe média que eles tanto odeiam por dela serem provenientes.
Nem o pão nosso de cada dia da fantasia colectiva querem que nos reste.
São cobardes eles e nós que os não abatemos.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
BANDIDOS
Há muito bandido por aí. Arrogantes são.
Normalmente fazem poucas perguntas, quando as fazem é para se inteirarem das linhas com que nos vão cozer.
Há pessoas que são muito, muito tristes e tornam-se bandidos(as).
Há muitos bandidos que não sabem que são bandidos, mas há outros que sabem muito bem.
Há pessoas que enquanto lavam e secam as mãos afastam a tristeza, outros pensam em como vão lixar o outro. Sentem-se triunfadores por fazer o mal.
Não fazem pactos com a monotonia, obstinam-se com o mal.
Excitam-se desafiando alguém. Julgam-se acima dos outros.
Desconheço se exercem estes "dotes" para se integrarem na comunidade das almas contemporâneas.
Preenchem corpo e alma com estas inclinações de banditagem.
De alguma maneira, parecem carregar ódios antigos e activos aos quais não permitem dar descanso.
Alguns que em vez de doentes mentais, são bandidos. Parece só assim fazerem o verdadeiro equilíbrio dos impulsos com as repressões de maneira a não criar um foco de doença mental. Chegam a dar a sensação que há um conflito entre emoções conscientes e inconscientes.
Têm desejos de bandidos como de sonhos se tratasse. Há qualquer coisa de estudo no seu porte e nas suas palavras.
Não se importam de perder a alma, porque não acreditam nela.
Normalmente fazem poucas perguntas, quando as fazem é para se inteirarem das linhas com que nos vão cozer.
Há pessoas que são muito, muito tristes e tornam-se bandidos(as).
Há muitos bandidos que não sabem que são bandidos, mas há outros que sabem muito bem.
Há pessoas que enquanto lavam e secam as mãos afastam a tristeza, outros pensam em como vão lixar o outro. Sentem-se triunfadores por fazer o mal.
Não fazem pactos com a monotonia, obstinam-se com o mal.
Excitam-se desafiando alguém. Julgam-se acima dos outros.
Desconheço se exercem estes "dotes" para se integrarem na comunidade das almas contemporâneas.
Preenchem corpo e alma com estas inclinações de banditagem.
De alguma maneira, parecem carregar ódios antigos e activos aos quais não permitem dar descanso.
Alguns que em vez de doentes mentais, são bandidos. Parece só assim fazerem o verdadeiro equilíbrio dos impulsos com as repressões de maneira a não criar um foco de doença mental. Chegam a dar a sensação que há um conflito entre emoções conscientes e inconscientes.
Têm desejos de bandidos como de sonhos se tratasse. Há qualquer coisa de estudo no seu porte e nas suas palavras.
Não se importam de perder a alma, porque não acreditam nela.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
SE
Se não fosse como sou seria feliz ou aquilo a que se chama ser feliz
Se não sofresse com a injustiça
Se o mundo não me magoasse de forma violenta
Se a "crise" não tivesse atingido também a família
Se não percebesse tão bem o que me rodeia
Se não visse os portugueses a serem pobres de espírito
Se não visse o meu país tão mal governando, tão a saque
Se a sociedade não me ingurgitasse
Se os dias não estivessem a ser uma grande pausa branca
Se não fossemos nós que amassássemos as uvas e os outros que bebessem o vinho.
Se não soubesse distinguir entre rochas dinaussauricas e pessoas dinaussauricas.
Se não tivesse razão antes do tempo
Se a curva dos anos não tirasse o castelo do alto e não tivesse roubado as ameias, como duma exclusão de paisagem se tratasse
Se o sol não tivesse descido tão a pino para dizer adeus a gente que eu amava.
SE, Se, se...
Assim, sou o que sou, mas feliz não sou.
Se não sofresse com a injustiça
Se o mundo não me magoasse de forma violenta
Se a "crise" não tivesse atingido também a família
Se não percebesse tão bem o que me rodeia
Se não visse os portugueses a serem pobres de espírito
Se não visse o meu país tão mal governando, tão a saque
Se a sociedade não me ingurgitasse
Se os dias não estivessem a ser uma grande pausa branca
Se não fossemos nós que amassássemos as uvas e os outros que bebessem o vinho.
Se não soubesse distinguir entre rochas dinaussauricas e pessoas dinaussauricas.
Se não tivesse razão antes do tempo
Se a curva dos anos não tirasse o castelo do alto e não tivesse roubado as ameias, como duma exclusão de paisagem se tratasse
Se o sol não tivesse descido tão a pino para dizer adeus a gente que eu amava.
SE, Se, se...
Assim, sou o que sou, mas feliz não sou.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
CHOVEM CHUVAS COMPRIDAS
Quero atravessar invólucros.
Estilhaçar momentos.
Viver mais tempo em sonho.
Nem sempre estou no mesmo comprimento de onda.
Vezes há que me fico
pelo pensamento e imaginação.
Não sei se é a minha maneira de ser feliz.
A vida aleija-nos
e adoça-nos
algumas vezes
Estilhaçar momentos.
Viver mais tempo em sonho.
Nem sempre estou no mesmo comprimento de onda.
Vezes há que me fico
pelo pensamento e imaginação.
Não sei se é a minha maneira de ser feliz.
A vida aleija-nos
e adoça-nos
algumas vezes
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
TODA A GENTE SABE TUDO
As biologias coreografam todas as danças.
Parece-me tudo inchado nas suas próprias epopeias mas também há pessoas que parece que nasceram na meia idade e com entradas na testa.
Alguns sabem tanto, tanto que parecem traças dos livros e tal como elas abrem túneis por entre as páginas, escavando arbitrariamente, de espécie em espécie, transformando informação em pó e nada, ou de outra maneira dito, em renda amarela.
Há pessoas que quando falam e porque falam de tudo com igual empenho que quando as ouço e em substituição para não lhes bater, amasso o miolo do pão quando o tenho por perto para não assassinar as cadeiras ou outros objectos que se encontrem pelo caminho.
Os que julgam que sabem tudo, têm dificuldade em se calar, ouvem pouco e falam muito.
São impacientes e o pouco que sabem tem que sair tudo duma vez, normalmente lido ou ouvido em qualquer lado sem mais nenhuma investigação sobre a matéria.
Parece-me tudo inchado nas suas próprias epopeias mas também há pessoas que parece que nasceram na meia idade e com entradas na testa.
Alguns sabem tanto, tanto que parecem traças dos livros e tal como elas abrem túneis por entre as páginas, escavando arbitrariamente, de espécie em espécie, transformando informação em pó e nada, ou de outra maneira dito, em renda amarela.
Há pessoas que quando falam e porque falam de tudo com igual empenho que quando as ouço e em substituição para não lhes bater, amasso o miolo do pão quando o tenho por perto para não assassinar as cadeiras ou outros objectos que se encontrem pelo caminho.
Os que julgam que sabem tudo, têm dificuldade em se calar, ouvem pouco e falam muito.
São impacientes e o pouco que sabem tem que sair tudo duma vez, normalmente lido ou ouvido em qualquer lado sem mais nenhuma investigação sobre a matéria.
domingo, 26 de janeiro de 2014
ABANDONAMOS UMAS(UNS), FICAMOS COM OUTRAS/0UTROS
Como comunicamos com o mundo?
O vento às vezes comunica com o mundo através das janelas sem cortinas e nós?
Há pessoas que desaparecem das nossas vidas como vaga-lumes, apenas desapareceram.
Se quisermos por ventura reconstituir esses instantes é-nos difícil, senão até impossível.
Não é fácil voltarmos à superfície das relações e das memórias que se espalham.
A maioria das vezes gostamos de quem não gosta de nós e o contrário também é verdade.
A nossa necessidade de ser feliz não tem uma correlação directa com nos aproximarmos de quem gosta de nós.
Gostamos de ser amados por quem amamos e amar quem nos ama é bem mais difícil.
Subitamente como veias que começam a latejar passamos a viver na realidade.
Ignoramos os motivos porque gostamos mais de uns do que outros.
Às vezes dum momento para o outro, botamos tudo a perder, dá-nos na veneta, expressão usada pela minha avó, e pronto.
A maioria das vezes nem sabemos o que nos leva a separar e pensamos ser uma mudança de costumes.
Outras vezes afastamos as pessoas que mais de nós gostam, em crises de mau-humor.
Há uma espécie de desassossego.
Não quero falar do ideal do Eu e de outros psicologismos, nem de estilos, nem de culturas ou de afectos inactivos que dominam a vida de maneira extrordinariamente criadora.
A debulha destes processos é sempre uma perda de tempo já que ninguém conseguiu explicar o Amor.
O vento às vezes comunica com o mundo através das janelas sem cortinas e nós?
Há pessoas que desaparecem das nossas vidas como vaga-lumes, apenas desapareceram.
Se quisermos por ventura reconstituir esses instantes é-nos difícil, senão até impossível.
Não é fácil voltarmos à superfície das relações e das memórias que se espalham.
A maioria das vezes gostamos de quem não gosta de nós e o contrário também é verdade.
A nossa necessidade de ser feliz não tem uma correlação directa com nos aproximarmos de quem gosta de nós.
Gostamos de ser amados por quem amamos e amar quem nos ama é bem mais difícil.
Subitamente como veias que começam a latejar passamos a viver na realidade.
Ignoramos os motivos porque gostamos mais de uns do que outros.
Às vezes dum momento para o outro, botamos tudo a perder, dá-nos na veneta, expressão usada pela minha avó, e pronto.
A maioria das vezes nem sabemos o que nos leva a separar e pensamos ser uma mudança de costumes.
Outras vezes afastamos as pessoas que mais de nós gostam, em crises de mau-humor.
Há uma espécie de desassossego.
Não quero falar do ideal do Eu e de outros psicologismos, nem de estilos, nem de culturas ou de afectos inactivos que dominam a vida de maneira extrordinariamente criadora.
A debulha destes processos é sempre uma perda de tempo já que ninguém conseguiu explicar o Amor.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
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