segunda-feira, 25 de agosto de 2014
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
domingo, 3 de agosto de 2014
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
de ARTUR CRUZEIRO SEIXAS
[O PARTO DE UMA PEDRA]
O parto de uma pedra
é realmente um espectáculo
para uma vida inteira.
E há ainda o sol
e a sua vergonhosa incompatibilidade
com a lua.
Mas hoje estou triste como se fosse poeta
e é à sombra do vento que me acolho
puxando para os ombros
a nudez da paisagem.
Vêm os violinos
de muito longe
ouvir a neve.
O parto de uma pedra
é realmente um espectáculo
para uma vida inteira.
E há ainda o sol
e a sua vergonhosa incompatibilidade
com a lua.
Mas hoje estou triste como se fosse poeta
e é à sombra do vento que me acolho
puxando para os ombros
a nudez da paisagem.
Vêm os violinos
de muito longe
ouvir a neve.
Poemas portugueses [de Eu falo em chamas], org. Jorge Reis-Sá e Rui Lage, Porto Editora, Porto, 2009.
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